quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Panquecas saudavéis


Há muitas receitas de panquecas saudáveis, hoje partilho com voces aquelas que costumo fazer, seja para o pequeno-almoço ou lanche. Ficam fofinhas e podem funcionar como um bom substituto do pão!

Ingredientes:

5 g óleo de coco ou 1 colher sopa azeite
300 ml leite de amêndoa (ou soja, aveia, arroz ou normal)
2 ovos
1 banana  grande madura
1 colher chá cheia de canela
200 g de farinha (150 +ou- espelta, arroz ou aveia) e o resto flocos aveia e linhaça
1 colher chia
1 pitada de sal
1 colher sobremesa de açúcar mascavado ou ágave ou extrato de baunilha ou mel (opcional)

Modo de preparação:


Colocar todos os ingredientes num processador (se for bimby 20 segundos, vel. 5). 
Aquecer uma frigideira anti aderente, (pequena de preferência) colocar uma concha de massa, assim que começar a fazer bolhinhas por cima, virar com a ajuda de uma espátula para cozer do outro lado. 


O lume não deve estar muito forte para não queimarem.


Dica útil: Podem fazer várias e guardar no frigorífico 2/3 dias para irem comendo.

As crianças também adoram!
Se experimentarem depois digam se gostaram!

bjos doces

Mel


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Amizade (3)

A dor de uma Amizade

Vem cá. Senta-te aqui ao pé de mim. Olha para mim. Lembras-te de mim?
Eu lembro-me de ti. Parecias um bichinho assustado quando te vi pela primeira vez. Tinham-nos acabado de abrir uma janela de oportunidade de futuro e estavamos ambas a concorrer ao mesmo emprego, para pertencer ao mesmo grupo de trabalho. Tinhamos 20 anos e uma sorridente vida inteira à nossa frente. Por causa da minha infância e adolescência rápidamente reconheci em ti aquele tipo de miúda de quem todos iriam tentar abusar, eras frágil, dócil, demasiado frágil, demasiado dócil. Tomei-te debaixo da minha asa. Ensinei-te tudo (o pouco) que sabia da vida, tentei ajudar-te a crescer. A tua permanente vontade de agradares a tudo e a todos irritava-me solenemente. A tua tendência para seres “tapete” tirava-me do sério. A cada batalha que surgia no trabalho lá estava eu na linha da frente defendendo-te com uma fé canina de tudo e de todos.
Dei-te tudo de mim. Anos passados eu sorria de peito cheio ao ver-te uma mulher adulta e com carreira profissional à tua frente.
Sentia um orgulho intímo porque sabia ter-te ajudado a seres quem eras.
Acompanhei-te ao altar. Fui a primeira a pegar na tua filha. Fui o teu ombro quando a tua mãe adoeceu, fui ouvidos dos teus desgostos, frustrações, desilusões e desabafos, fui o abraço com que podias sempre contar. Os teus sonhos, os teus segredos. Éramos o Alfa e o Omega, o Roque e a Amiga.
Eu estava lá.
Também estava lá no dia em que foste a primeira a apontar-me o dedo. Estava lá quando me acusaste de algo que eu não era, nunca fui e tu mais que ninguém tinhas obrigação de saber. Estava lá quando nos dias mais negros da minha vida precisei da minha melhor amiga e tu me respondeste que precisavas de tempo, precisavas de espaço. Estava lá quando foste a primeira a não confiar em mim. Estava lá quando no trabalho optaste por ficar ao lado daqueles que só te ofereceram posição da confiança deles, porque eu te ensinei a crescer e na dúvida entre ti e mim, empurraste-me para trás, para que só a ti te vissem.
Estava lá no dia em que fizeste de mim tapete para entrares no teu novo gabinete.
Nunca tinha conseguido enxergar Judas em ti, mas eu estava lá no dia em que realmente te vi.
Vivi muitos anos mergulhada numa tristeza profunda em que preferi esquecer a tua existência, tentei matar-te dentro do meu peito, mas a lança que aqui deixaste atravessada fazia-me lembrar de ti a cada respiração. Havia dias em que a dor era lancinante, chorar não aliviava e respirar doía.
A doença encontrou-te e quando eu soube foi como se nos tivessemos despedido ontem, no dia seguinte aproximei-me de ti e disse-te: “Apesar de tudo, estou aqui para o que precisares.” Abraçaste-me e eu qual criança inocente voltei a acreditar. Mas por muito pouco tempo. Já não sou criança. Já não sou inocente…e desta vez não precisei de quase 20 anos para perceber que a única coisa que consegues ver em mim é um meio, para atingir um fim.
Por isso amiga, como diz a música “o que lá vai, lá vai” desta vez quase não doeu, pelo menos para quem está a ver do lado de fora, porque se espreitassem aqui dentro, perceberiam que vivo de peito rasgado, arranquei-lhe a lança, ficou a dor, porque a amizade que tinha por ti perdi-a e não a voltei a encontrar.

16/02/2018

Suri

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

:)

Imagem relacionada

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Amizade (2)

Um segredo que podia ser meu...
Como todos os dias, fui espreitar o shiuuuu... e lá vi este segredo:










Este segredo podia ser meu... e infelizmente podia ser meu duas vezes...
Uma, perto do final do secundário... no 10º ano, aquela que tinha sido a minha Amiga se sempre e que me tinha acompanhado desde a infância e adolescência, mudou de escola, por uma história complicada (e que não interessa para o caso)... muita gente a culpou por muita coisa... eu não a tinha culpado... e gostava de a ter acompanhado naquela altura... sabia que a culpa não era dela... mas também sabia que o melhor para ela era mudar de escola... acabei por me sentir perdida, pois aquela que sempre tinha estado lá, tinha-se afastado... e apesar de no ano seguinte ainda a ter encontrado noutras actividades... já não era a mesma coisa... sentia-a retraida... não sei o que era... se calhar não lhe soube demonstrar que para mim, ela continuava a ser a minha amiga, independentemente do que tinha acontecido... já lá vão muitos anos... desde o final do 10º ano... ainda dói pensar na separação e na (falta de) razão para a separação... continuo a sorrir ao relembrar as nossas conversas de adolescentes...
Heliana, se alguma vez leres isto, é mesmo para ti! Fizeste-me muita falta...

Mais tarde vim a conhecer a Sam, muito parecida comigo em muitas coisas, crescemos uns aninhos juntas... até que conhecemos os Paulos (desculpa ter-to apresentado...) eu estava feliz, e tu também para lá caminhavas, ou aparentavas caminhar... mas em algum tempo deixei de conseguir aquelas saidas a 4... que não eram a 4... eramos eu e o meu Paulo, tu, e o "teu Paulo" e os amigos dele... tardes a fio no café... e eu que não gostava de estar parada no café... até que um dia não deu mais... e não havia tempo para estarmos juntas que não fosse no café... continuavamos a falar muito ao telemóvel, e achava que não estavas feliz com ele... falamos muitas vezes de muita coisa... até que as conversas foram escasseando... entretanto convidaste-me para o teu casamento... fiquei feliz, pois pensei que estivesses feliz... e tivemos uma aproximação momentanea... e voltamos à distância... entretanto soube que te tinhas separado... nada me fazia prever que isso pudesse acontecer, pois todas as notícias que terceiros davam sobre ti, levavam a crer que estavas feliz e que tudo corria bem... fiquei a saber que as razões eram parecidas com os problemas que existiam durante o namoro... espero que tudo te corra bem... espero que consigas ser feliz, pois uma pessoa simples como tu, merece tudo de bom... Pode ser que aos 80 anos não tomemos o tão falado cházinho que tinhamos combinado... mas que vivamos até lá e que sejamos felizes!
Beijinho Sam"

Outro texto relacionado de 15 de Maio de 2015:
"Ironias...
Desde há uns anos, com o evoluir das redes sociais, que eu procuro uma amiga de infância...

Já não sei bem como foi, andávamos sempre juntas para todo lado, até que numa altura nos separamos... por um motivo que a nenhuma das duas dizia respeito, mas o resultado foi esse...
Ela mudou de escola, raramente nos víamos... até que ficou o vazio... 
Hoje foi o dia em que, ao pesquisar pelo nome dela numa rede social, apareceu.... está como me lembro dela :) enviei o pedido de amizade... pode ser que aceite, ou que ignore, afinal já lá vão 17 anos... onde está a ironia? a minha filha tem o mesmo nome que a filha mais velha dela... 
Há coincidências difíceis de explicar...
Ou se calhar não...
Fiquei feliz por ter encontrado o perfil dela e de ter enviado o pedido de amizade... 
O que acontecer depois disto, ao futuro diz respeito...
O que vier, virá por bem...
Fiquei feliz por ver que está bem, que tem a sua família...
Hoje que se comemora o dia da família, encontrei alguém que foi muito importante para mim, que para mim era parte da família, ou até mais... " 
Amigos são preciosos, os bons! São os que estão connosco quando estamos bem, e permanecem quando estamos menos bem... São os que ficam felizes quando estamos felizes, que sabem puxar-nos para cima quando precisamos, que estão connosco, em silêncio quando só precisamos de companhia e não há nada que possa ser feito...
 Amigos são irmãos de coração, são família, são muleta, são balão...

Conto-os pelos dedos de uma só mão, mas são tão meus... E são tudo o que preciso... 
Por hoje é isto...
Muito mais haveria para escrever sobre a amizade... Do presente, do passado, de ideologias, de fantasias...

Beijinhos
nat.
https://5emcrescendo.blogspot.pt/

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Apontamentos para o fim-de-semana 4

As mães... um poema bonito aqui!

♥ Ninguém vive sem amor... escrito pela Kiki aqui!

♥ Estes textos tão bonitos da inspiradora Sofia... "o que me move" ♥ aqui!  

   e esta declaração de amor ♥ aqui!

♥ Estes tópicos sobre as 5 características do Amor aqui!


 "Haverá dias em que o nosso melhor não chega", este pequeno grande texto que particularmente esta semana caiu bem cá dentro... aqui!



♥ Um versículo para guardar dentro do coração sobre as coisas mais importantes da vida...
Assim, permanecem agora estes três: 
a fé, a esperança e o amor. 
O maior deles, porém, é o amor.
1 Coríntios 13:13

Bom fim-de-semana!



sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Amizade (1)

   Precisamente em 2014, num dia de manhã, minha mãe disse que teria que ir ao médico. Eu não estava bem. Já não conseguia dormir à alguns dias. Já mal comia. Emagreci mais do que já era. Não via encanto em nada. Eu só queria desaparecer.... Não queria ir, mas fui! Antes mesmo de entrar para a consulta já só chorava. Não conseguia parar. Era incontrolável. O médico falou para mim e eu não dizia nada. Chorava apenas. Naquele dia só chorei. Foi-me diagnosticado depressão profunda. Hoje sei, que naquele dia, demonstrei perante os outros o que já tinha feito à algum tempo. Desisti de mim. Perdi-me e sinceramente não queria encontrar-me nem que o fizessem. Achava que não valia a pena. Hoje ao recordar sei que dei muitos sinais que eu não me fui apercebendo do que estava a acontecer. Deixei-me ir. Porém, tive sorte. Nos médicos que me acompanharam. Na familia que me apoiou. E na irmã de coração que eu tive. Sim, a amizade é a familia que escolhemos. Mas esta amiga não fui eu que a escolhi. Foi ela que me escolheu a mim. Acompanhou-me no meu processo de recuperação. Nunca falamos no assunto. Não era preciso. Não eram palavras que eu precisava. Os gestos, as atitudes, a fé em mim, as ações, os sorrisos falavam por si. Ela entendia-me mesmo sem saber o porquê. Nem eu mesma sabia. Ela acreditava mesmo que eu não o fizesse. Ela tirava-me de casa quando eu não o queria fazer. Fez-me agarrar às pequenas coisas que eu gostava de fazer quando isso até a prejudicava fisicamente. Ela fazia comigo. Ela estava lá. Sempre! Foi mais que uma amiga. Foi uma irmã para mim. É daquelas pessoas que por mais tempo que passamos sem falar ou afastadas quando nos reencontramos é como se essa falha de tempo não existisse. É daquelas pessoas que tem e vai ter sempre um lugar especial no meu coração! Ela sabe disso. Sente-se!
   Hoje estou bem. Fiz um longo caminho pessoal. Tive que nascer novamente. Hoje existe uma nova Liliana. Melhor. Mais viva. Consciente dos seus limites e das suas fraquezas. Mas capaz de fazer tudo para conquistar o mundo e a felicidade. E se eu estou ainda por cá é porque tive pessoas maravilhosas de coração ao meu lado. Pessoas que sabem o que é verdadeiramente a amizade. E a elas eu agradeço. Obrigada por fazerem parte de mim. Da minha história. Da minha vida.


 Liliana
do Blog Uma das 3 irmãs 

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018